Cunhã Coletivo Feminista

A Cunhã Coletivo Feminista é uma organização não governamental, criada em 1990, localizada na cidade de João Pessoa, PB, Brasil.
Trabalha na defesa e promoção dos direitos da mulher, jovens e adolescentes com enfoque de gênero e cidadania, nas áreas de saúde, sexualidade, direitos reprodutivos, violência contra a mulher e desenvolvimento sustentável.
Adotou como estratégicas as áreas de formação, articulação política e comunicação, visando contribuir para a melhoria das políticas públicas voltadas para mulheres, jovens e adolescentes, para a eqüidade das relações de gênero e para a democratização dos direitos humanos e sociais.

Av Abdias Gomes de Almeida, 773
Tambauzinho, João Pessoa, PB

+55 (83) 3241 5916

  • 2nd
  • Março
  • 2010

“100 anos do Dia Internacional da Mulher 100 anos de Lutas e Conquistas”

Este ano celebramos 100 anos do Dia 8 de Março como dia internacional de luta contra a discriminação e pela igualdade de direitos das mulheres.

Por que celebrar o Dia 8 de Março?

Em 1857, 129 mulheres trabalhadoras, em greve, foram queimadas vivas na fábrica Cotton em Nova Iorque porque reivindicavam melhores condições de trabalho e a redução da jornada. Em 1910, por proposta de Clara Zetkin, durante a Segunda Conferência Internacional Socialista, o dia 8 de Março passou a ser celebrado em todo mundo como dia Internacional da Mulher.

O que conquistamos?

Nestes 100 anos saímos de casa e ganhamos as ruas! Conquistamos o direito de votar, o direito de decidir sobre o nosso corpo, à educação, à saúde, à proteção contra a violência doméstica e sexual, criação do Conselho Nacional do dos Direitos da Mulher, aumentamos nosso protagonismo, ampliamos a nossa presença nos espaços de poder.   

Por que continuamos lutando?

No mundo, as mulheres ainda são as que mais sofrem com a discriminação e a desigualdade social. Esta sociedade coloca a mulher numa situação de violência, opressão e exclusão e nega seus direitos. Somos as principais vítimas do desemprego, do trabalho precário, dos menores salários e da falta de políticas públicas. A violência contra a mulher tem aumentado e vem nos preocupando.  Na Paraíba, em 2009, 46 mulheres foram assassinadas, (com 4 tentativas ) 56 estupradas e 64 agredidas. Este ano já registramos 6 assassinatos, 56 estupros e 64 agressões.

Nossa vida e nosso corpo são tratados pela sociedade capitalista como mercadoria. Continuamos sendo as únicas responsáveis pela casa, pela família e pelo cuidado e educação dos filhos, além de estarmos distantes dos espaços de poder e de decisão. O abortamento inseguro é um grave problema de saúde, estima-se que na Paraíba, em 2008, ocorreram 20.655 abortos induzidos e nos últimos 10 anos houve um aumento de 176% no número de internações por abortamento.

O que reivindicamos?

A efetivação da Lei Maria Penha com a criação dos Juizados Especiais

Criação da Casa-Abrigo

Ampliação e qualificação do atendimento das Delegacias Especiais de Atendimento a Mulher

Legalização e Descriminalização do aborto

Criação de Secretarias Estadual e Municipais de Políticas para as Mulheres

Neste dia 8 de Março precisamos dizer Não à violência contra a mulher!

Assembléia Popular, Fórum de Mulheres da Paraíba, Marcha Mundial das Mulheres, Rede de Mulheres em Articulação, Sindicato das Trabalhadoras Domésticas, Via Campesina