Cunhã Coletivo Feminista

A Cunhã Coletivo Feminista é uma organização não governamental, criada em 1990, localizada na cidade de João Pessoa, PB, Brasil.
A cunhã tem como missão defender a igualdade de gênero, tendo como referências os direitos humanos, o feminismo, a justiça social e a democracia.

Av Abdias Gomes de Almeida, 773
Tambauzinho, João Pessoa, PB

+55 (83) 3241 5916

  • 8th
  • Fevereiro
  • 2011

Gilberta Soares vai para a Secretaria da Mulher e Diversidade Humana da Paraíba!

Gilberta Santos Soares, sócia-fundadora da Cunhã Coletivo Feminista - que sempre se dedicou à militância feminista em defesa dos direitos humanos das mulheres, da transformação social na perspectiva de gênero e da luta por políticas públicas que promovam a equidade de gênero e atendam às necessidades das mulheres em sua diversidade - foi convidada a compor a Secretaria do Estado da Mulher e da Diversidade Humana, como secretária-executiva, que tem como titular da pasta, a secretária Iraê Lucena, na estrutura do governo da Paraíba. 

 
A Cunhã felicita nossa companheira Gilberta, agora gestora pública, desejando que ela contribua como gestora com a mesma qualidade e compromisso com que sempre atuou durante os últimos 21 anos na coordenação e equipe da Cunhã e como ativista do movimento feminista e de mulheres na Paraíba e no Brasil. Nos últimos anos, Gilberta aprofundou a crítica às injustiças sociais, incorporando a dimensão étnico-racial e da diversidade sexual à perspectiva feminista, especialmente, a luta das mulheres lésbicas e das mulheres negras.

 

Pela segunda vez, uma integrante da equipe da Cunhã contribui para ampliar a participação política das mulheres em espaços de poder e decisão da gestão pública. Em 2006, Estelizabel Bezerra deixou a organização para ser Coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres de João Pessoa. Atualmente, ela responde pela Secretaria de Planejamento do município de João Pessoa.

 

A Cunhã segue a sua trajetória de organização da sociedade civil que luta por um mundo mais feminista, sabendo que suas integrantes estão semeando ações de promoção da cidadania das mulheres em diversos espaços da sociedade.

  

 


A Cunhã, e todas as construções feitas a partir desse lugar, são bem mais que uma escola. É como um continente estendido, determinado, criativo, resistente e solidário. Mudar de campo representa multiplicar os desafios, aprofundar a relação com o feminismo e o compromisso com a causa. Ouvi muitos relatos de feministas da solidão sentida como agentes de governo. Hoje, enxergo que os quadros que migraram para o governo necessitam colaborar para o fortalecimento da sociedade civil organizada como única forma de cumprir bem seu papel. 

Estelizabel Bezerra – Secretária de Planejamento da Prefeitura Municipal de João Pessoa

 

 

Comecei na Cunhã em 1990, na época éramos conhecidas como as meninas da Cunhã. Juntas, aprendemos e exercitamos o fazer feminista. Muitas oportunidades tive nesse processo para minha formação profissional e política. Aceitei esse novo desafio por acreditar que nós feministas também somos responsáveis pela condução dos mecanismos de governo que gerem cidadania e direitos às mulheres, negras/negros, populações tradicionais e LGBT. Considero esse momento histórico da política local uma grande oportunidade de construção do campo democrático popular.

Gilberta Santos Soares, secretária-executiva da Secretaria do Estado da Mulher e Diversidade Humana da Paraíba